Quem é o Triptyque Architecture?
O Triptyque é um escritório de arquitetura franco-brasileiro, com operação dividida entre São Paulo e Paris. Sua marca é uma abordagem em que vegetação, água e sistemas ambientais não são revestimento aplicado no fim do projeto, mas parte da estrutura da decisão arquitetônica desde o início.
Essa leitura rendeu ao escritório reconhecimento internacional e publicação em veículos de arquitetura do Brasil e do exterior. No O Parque Brooklin, o Triptyque trabalhou em colaboração com Deise M. Araújo e Itamar Berezin.
Como a abordagem do escritório aparece no O Parque Brooklin?
Na decisão mais consequente do projeto, que é de implantação. Em um terreno de 38.252 m², havia o caminho convencional, espalhar torres de altura média por toda a área, maximizando aproveitamento, e havia o caminho adotado: concentrar as unidades em três torres altas e liberar o térreo.
Pétala e Folhagem foram para 44 pavimentos, e Cipó para 39, colocando-as entre as torres residenciais mais altas da Zona Sul de São Paulo. O que se ganhou em troca foram os 10.000 m² contínuos que viabilizaram o parque de Mata Atlântica restaurado por Ricardo Cardim.
É a inversão que define o projeto: verticalizar foi o que permitiu preservar horizontalmente. A altura das torres não é gesto estético, é a contrapartida técnica de manter um hectare de floresta no chão.
Quais decisões de projeto derivam disso?
- Implantação em anel: as três torres cercam o parque, e não o contrário. A maioria das unidades tem vista para a área verde.
- Caixilhos do chão ao teto: nas torres Pétala e Folhagem, o living se abre inteiro para a copa das árvores, a vegetação vira parte do ambiente interno.
- Uso misto: as demais torres do complexo abrigam escritórios, restaurante, campus universitário e escola de idiomas, mantendo o térreo ativo o dia todo.
- Térreo permeável: a área verde não é ilha fechada entre muros, mas o centro organizador do complexo.
Por que a assinatura arquitetônica importa na compra?
Por uma razão bem pragmática: produto identificável tende a sustentar valor na revenda. Um edifício genérico compete apenas por preço e metragem com todos os outros edifícios genéricos do bairro. Um projeto com autoria reconhecível e uma solução que não pode ser reproduzida ali, porque não há mais terreno, compete numa categoria com muito menos concorrentes.
No O Parque Brooklin, as assinaturas se somam: Triptyque Architecture na arquitetura, Ricardo Cardim no paisagismo e Carlos Rossi, com Barbara Purchio, nos interiores e áreas comuns.
